When you go,
if you go
and I should want to die,
there’s nothing I’d be saved by
more than the time
you fell asleep in my arms
in a trust so gentle
I let the darkening room
drink up the evening, till
rest, or the new rain
lightly rose you awake.
I asked if you heard the rain in your dream
and half dreaming still you only said, I love you.
Quando você partir
Quando você partir,
se você partir,
e eu tiver vontade de morrer,
não há nada que me salvaria
mais do que o tempo
que você adormeceu nos meus braços
com uma confianca tão suave
deixei o quarto escurecendo
beber a noite, até
que o repouso, ou a chuva
levemente despertaram você.
Perguntei se tinha ouvido a chuva no seu sonho
E meio sonhando você disse apenas, eu te amo.
EDWIN MORGAN
Tradução: Virna Teixeira
Edwin Morgan acaba de ganhar o prêmio Sundial Scottish Arts Council Book of the Year com “A Book of Lives”, publicado no ano passado. (Fonte: The Times).
Apresentação do livro Distancia (Lunarena editorial, México, 2007) com os tradutores Berenice Huerta e Jair Cortés.
Zacatecas, Jornadas Lopezvelardianas, junho de 2008.
Imagens que não têm lugar, aparentemente sem sentido. Com os mesmos protagonistas. Em diversos lugares e situações diferentes. O sentido subjaz e aparece sem que o consigamos pensá-lo exatamente. O sentido é sentido. Não está explicíto. Sensações que mudam com as cenas. Acompanhando os mesmos protagonistas em diferentes histórias e imagens tem a impressão de acompanhar a si mesma. Precisa ver o outro para se ver?
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Cheguei 4h30 de uma viagem - Rio - SP, a princípio não dormi. Depois das 2h consegui dormir e acordei com uma luz na cara no Terminal Rodoviário Tietê. Depois fui para casa. Deitei na cama. Sensação estranha. Era minha cama, mas não conseguia dormir. Demorei, pelas contas, talvez duas horas. Tive sonhos horríveis. Antes, tentava acordar e não conseguia, gritava, alguém tentava entrar na minha casa. Depois, uma mulher e uma filha moravam na minha casa. Uma criança, menina, tinha sido enterrada na piscina. Os azulejos tinham sido removidos e isso era prova de que a criança tinha sido enterrada ali. Era horrível, eu tinha medo de estar ou de morar aqui/ali, e era verdade. Depois, pessoas: platéia. David Lynch: eu a olhava tropeçar no mesmo tronco de árvore: duas cenas diferentes com duas mulheres loiras diferentes. Laura Dern era uma delas: eu olhava as cenas, eu precisava ver as cenas de qualquer modo, de vários ângulos diferentes. Foi a noite mais difícil que tive nesta casa, neste apartamento. De alguma forma era eu, mas não conseguia ver.
Recital da coleção de poesia Caixa Preta, da Lumme Editor.
Lançamento dos livros Pincel de Kyoto, de Wilson Bueno, Mergulho às avessas, de Andréa Catrópa, e Poemas diversos, de Elson Fróes.
Com a participação dos poetas Horácio Costa, Andrea Catrópa, Virna Teixeira, Elson Fróes e Claudio Daniel.
24 de junho, a partir das 19h
Local: Casa das Rosa - Avenida Paulista, n. 37
Dois amores não podem existir em um coração,
não é verdade –
acontece.
Na cidade das chuvas frias
eu deito à noite em um quarto do hotel
olhando para o teto,
onde passam nuvens
lentas como caminhões no asfalto molhado;
e mais distante à direita
_______um edifício branco
_________talvez de cem andares,
uma agulha dourada brilhando no telhado.
Nuvens atravessam o teto, nuvens ensolaradas em formas de fatias de melão.
Eu sento na janela,
a luz da água reflete no meu rosto,
Estou à margem de um rio
_______ou à beira-mar?
O que há sobre aquela bandeja,
aquela bandeja com rosas,
morangos silvestres ou amoras púrpuras?
Estou num campo de narcisos
ou num bosque nevado de faias?
As mulheres que amo estão rindo e chorando
_______________em duas línguas.
Amigas, como vocês se uniram?
Vocês não se conhecem,
onde esperam por mim?
No Café do Plátano em Beyazit ou no Parque Górki?
Na cidade das chuvas frias
eu deito de costas à noite no quarto de hotel
de olhos abertos, ardendo.
Alguém tocou uma melodia,
começou com uma gaita, terminando no alaúde.
No meu coração uma confusão total entremeada
com um imenso desejo por duas cidades distantes.
Levante da cama,
corra pela chuva,
corra para a estação.
‘Dirija, meu amigo maquinista!
_______Leve-me de volta’
‘Onde?’
NAZIM HIKMET
Tradução: Virna Teixeira
Obs: poema originalmente escrito em turco, traduzido a partir de versões de inglês e francês. Publicado em 2004 no Suplemento Literário de Minas Gerais.